...:: Potencializando as palavras do Senhor ::..

11.11 - Amigo - Philos; comparar com a palavra filosofia, filologia, filarmônico. Adjetivo Usado como substantivo, denotando uma pessoa amada, querida, um amigo afetuoso. O verbo Phileo, que descreve um amor de emoção e amizade. Philos tem uma simpatia sobre ele.


Aldeia de Betânia

Sérgio Lopes

Composição: Sérgio Lopes

És tão pequena aldeia
Por tantos desprezada
E hoje estás velada
A tristeza te visitou
Em um dos teus lugares
Há lágrimas e dores
Perdeste um dos teus filhos
Um grande amigo do teu Senhor
Ah, querida Betânia
Lázaro já não conta
Das tantas alegrias
Que podias ver e ouvir
Betânia, não sabias
O que fez o Messias
Deixar teu filho Lázaro partir

Betânia hás de ver
E o mundo irá saber
Ninguém que te olhar
Poderá entender
Fontes em ti não há
Nem ouro, nem altar
Ó pequena Betânia
Ninguém mais te esquecerá
Teu filho adormeceu
Mas Cristo te escolheu
Pequena de Israel
Teu Senhor te honrará
Lázaro acordará
Porque quem crê em Cristo
Ainda que esteja morto, viverá.


No texto existe uma referencia a distancia em que Jesus estava, vamos conhecer sobre medidas daquele tempo.

Área
Jeira Área que uma junta de bois pode arar em um dia. Equivale a 1 quarteirão quadrado com 50 m de lado. Considerando a "Escala Métrica", é igual a 2.500 m² (I Sm 14:14).

Capacidade
Nome Equivalente Proporção Valor
Sextário / Logue
(Lv 14:10) 1/72 do Efa 1/72 0,305 litros
Cabo
(II Rs 6:25) 1/18 do Efa 1/18 1,222 litros
Ômer
(Ez 45:11) 1/10 do Efa 1/10 2,2 litros
Him
(Lv 19:36) 1/6 do Efa 1/6 3,666 litros
Medida
(Gn 18:6; II Rs 7:1) 1/3 do Efa 1/3 7,333 litros
Efa / Bato
(Lv 19:36; Is 5:10) Unidade
referêncial 1 22 litros
Leteque
(Os 3:2) 5 Efa 5 110 litros
Coro
(Ed 7:22; I Rs 5:11)
10 Efa 10 220 litros
"O Efa e o Bato serão da mesma capacidade, de maneira que o Bato contenha a décima parte o Ômer, e o Efa a décima parte Ômer; segundo o Ômer será a sua medida" Ez 45:11.


1) Em Ap 6:6 a Medida (Choinix) é igual a 1,1 litro.
2) A Metreta em Jo 2:6 tem sido considerada igual ao Bato

Comprimento
Nome Equivalente Proporção Valor
Dedo
(Jr 52:21) 1/24 do Côvado 1/24 1,85 cm
Largura da Mão
(Êx 37:12) 1/6 do Côvado 1/6 7,4 cm
Palmo
(Êx 28:16) 1/2 do Côvado 1/2 22,2 cm
Côvado
(Gn 6:15) Unidade
referêncial 1 44,4 cm
Braça
(At 27:28) 4 Côvados 4 1,776 m
Cana / Vara
(Ez 41:8) 6 Côvados 6 2,664 m
1) Largura da Mão: É a soma dos quatro dedos da mão em sua base (Êx 37:12).
2) Palmo: Distância entre a ponta dos dedos extremos com a mão espalmada.
3) Côvado: Distância entre o cotovelo e a ponta do dedo médio.


Nota: O Côvado em Ez 43:13 equivale a 51.8 cm pelo fato de somar 1 Côvado à Largura da Mão (4 Dedos). Assim sendo, a Cana em Ez 41:8 equivale a 3,108 m, pois é igual a 6 Côvados de Ezequiel.


Distância
Nome Equivalente Valor
Tiro de pedra
(Lc 22:41) 66 Côvados 30 m
Tiro de arco
(Gn 21:16) 270 Côvados 120 m
Estádio romano
(Lc 24:13) 416 Côvados 185 m
Jornada de um sábado
(Nm 35:5) 2.000 Côvados 888 m
Milha romana
(Mt 5:41) 3.333 Côvados 1480 m
Jornada de um dia
(Gn 31:23) 35 Km 35.000 m

Quer conhecer mais sobre medidas visite o site:

 

Oséias de Lima Vieira


Você sabe o que é devocional?

 

::: Ressurreição de Lazaro  :::...

 

:: Titulo: Ressurreição de Lazaro João 11 1-45 :::...
 
1
Estava, porém, enfermo um certo Lázaro, de Betânia, aldeia de Maria e de sua irmã Marta.     
2
E Maria era aquela que tinha ungido o Senhor com ungüento, e lhe tinha enxugado os pés com os seus cabelos, cujo irmão Lázaro estava enfermo.
3
Mandaram-lhe, pois, suas irmãs dizer: Senhor, eis que está enfermo aquele que tu amas.
4
E Jesus, ouvindo isto, disse: Esta enfermidade não é para morte, mas para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela.
5
Ora, Jesus amava a Marta, e a sua irmã, e a Lázaro.
6
Ouvindo, pois, que estava enfermo, ficou ainda dois dias no lugar onde estava.
7
Depois disto, disse aos seus discípulos: Vamos outra vez para a Judéia.
8
Disseram-lhe os discípulos: Rabi, ainda agora os judeus procuravam apedrejar-te, e tornas para lá?
9
Jesus respondeu: Não há doze horas no dia? Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo;
10
Mas, se andar de noite, tropeça, porque nele não há luz.
11
Assim falou; e depois disse-lhes: Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono.
12
Disseram, pois, os seus discípulos: Senhor, se dorme, estará salvo.
13
Mas Jesus dizia isto da sua morte; eles, porém, cuidavam que falava do repouso do sono.
14
Então Jesus disse-lhes claramente: Lázaro está morto;
15
E folgo, por amor de vós, de que eu lá não estivesse, para que acrediteis; mas vamos ter com ele.
16
Disse, pois, Tomé, chamado Dídimo, aos condiscípulos: Vamos nós também, para morrermos com ele.
17
Chegando, pois, Jesus, achou que já havia quatro dias que estava na sepultura.
18
(Ora Betânia distava de Jerusalém quase quinze estádios.)
19
E muitos dos judeus tinham ido consolar a Marta e a Maria, acerca de seu irmão.
20
Ouvindo, pois, Marta que Jesus vinha, saiu-lhe ao encontro; Maria, porém, ficou assentada em casa.
21
Disse, pois, Marta a Jesus: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido.
22
Mas também agora sei que tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá.
23
Disse-lhe Jesus: Teu irmão há de ressuscitar.
24
Disse-lhe Marta: Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último dia.
25
Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;
26
E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?
27
Disse-lhe ela: Sim, Senhor, creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo.
28
E, dito isto, partiu, e chamou em segredo a Maria, sua irmã, dizendo: O Mestre está cá, e chama-te.
29
Ela, ouvindo isto, levantou-se logo, e foi ter com ele.
30
(Ainda Jesus não tinha chegado à aldeia, mas estava no lugar onde Marta o encontrara.)
31
Vendo, pois, os judeus, que estavam com ela em casa e a consolavam, que Maria apressadamente se levantara e saíra, seguiram-na, dizendo: Vai ao sepulcro para chorar ali.
32
Tendo, pois, Maria chegado aonde Jesus estava, e vendo-o, lançou-se aos seus pés, dizendo-lhe: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido.
33
Jesus pois, quando a viu chorar, e também chorando os judeus que com ela vinham, moveu-se muito em espírito, e perturbou-se.
34
E disse: Onde o pusestes? Disseram-lhe: Senhor, vem, e vê.
35
J  e  s  u  s    c   h  o  r  o  u.               (Menor verso da Bíblia)
36
Disseram, pois, os judeus: Vede como o amava.
37
E alguns deles disseram: Não podia ele, que abriu os olhos ao cego, fazer também com que este não morresse?
38
Jesus, pois, movendo-se outra vez muito em si mesmo, veio ao sepulcro; e era uma caverna, e tinha uma pedra posta sobre ela.
39
Disse Jesus: Tirai a pedra. Marta, irmã do defunto, disse-lhe: Senhor, já cheira mal, porque é já de quatro dias.
40
Disse-lhe Jesus: Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus?
41
Tiraram, pois, a pedra de onde o defunto jazia. E Jesus, levantando os olhos para cima, disse: Pai, graças te dou, por me haveres ouvido.
42
Eu bem sei que sempre me ouves, mas eu disse isto por causa da multidão que está em redor, para que creiam que tu me enviaste.
43
E, tendo dito isto, clamou com grande voz: Lázaro, sai para fora.
44
E o defunto saiu, tendo as mãos e os pés ligados com faixas, e o seu rosto envolto num lenço. Disse-lhes Jesus: Desligai-o, e deixai-o ir.
45
Muitos, pois, dentre os judeus que tinham vindo a Maria, e que tinham visto o que Jesus fizera, creram nele.

Jesus chorou

Kleber Nobre de Queiroz, Rev

João - 11 - 35 : 0

A doutrina da Trindade é o centro da Teologia. Dela deriva a nossa concepção de Deus. A doutrina das duas naturezas de Cristo é o centro da doutrina da Trindade. Isto é, Ele é divino e humano ao mesmo tempo.

Sempre que alguém quer negar uma das duas naturezas de Cristo, incorre em heresia. Essa foi sempre uma grande luta na história da igreja. Alguns queriam afirmar a sua divindade e negar a sua humanidade. Outros queriam afirmar a sua humanidade negando a sua divindade. A igreja resumiu dizendo que nele existem duas naturezas sem dividir a pessoa e sem confundir as naturezas.

O texto em que está inserido esta expressão que se consagrou na história da igreja, nos mostra como essas duas naturezas se encontram presentes na pessoa de Cristo.

Ele sabe que Lázaro morreu V. 14, sem que ninguém viesse comunicar-lhe a morte; Ele afirma que Lázaro vai ressuscitar V. 23; Ele Ressuscita a Lázaro.

Por outro lado, o texto nos diz que Ele se comove v. 33; chora v. 35; novamente fica comovido; v. 38.

Jesus, ao subir ao céu, não perdeu a sua natureza humana, Ele continua sendo homem. Assim como ao descer à terra e se encarnar Ele não perdeu a sua natureza divina, ao subir aos céus Ele não perdeu a sua natureza humana.

"Permanecendo o que era, tornou-se o que não era".

A teologia, porém, não tem fins especulativos, mas, a revelação de Deus nas Escrituras, segundo Paulo: "é útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra".

Com isso, nós queremos trazer algumas lições importantes para a nossa vida. Jesus nos ensinou que nesse mundo passaríamos por aflições. É um diagnóstico que chega afirmando um mal incurável. É um filho que se envolve com drogas. É um acidente trágico que ceifa vidas precocemente.

É a fome de afeto daqueles que vivem a solidão. É a morte de um filho, de um esposo, de um irmão. É a dívida que se avoluma e os recursos que escasseiam... Como, porém, nós que cremos em Cristo, podemos enfrentar o problema do sofrimento. A atitude de Jesus ao chorar nos diz muitas coisas importantes e quero me deter em algumas delas nesta ocasião.

1. Jesus é sensível a nossa dor.

Uma das dificuldades dos gregos com a sua filosofia, em relação ao cristianismo, era por causa da sua concepção de Deus. Para eles se Deus tivesse sentimentos nós o afetaríamos no seu ser e assim Ele não poderia ser Deus. Com isso, o deus deles, era um deus insensível, apático (não no sentido de não se mover), mas de não sentir. Mas, Jesus, não é insensível a nossa dor. Ele chorou a morte de Lázaro. Quando você está triste, Jesus não está no céu alheio e indiferente a sua dor. Ele conhece a suas emoções.

Quando você teve aquela grande desilusão amorosa e você pensou que nunca mais iria amar alguém, que o mundo havia se acabado, que não havia mais sonhos, que a partir daquele momento você não queria mais saber dessas coisas do coração, Jesus não foi indiferente. Quando você perdeu alguém que tanto amava e as torrentes de lágrimas inundavam os seus olhos e você queria entender porquê; quando cada lugar e cada objeto, eram instrumentos de lembrança e alimentavam a saudade, Jesus não foi indiferente. Isto não passou despercebido a ele.

Quando você se desesperou com a doença de alguém que você tanto amava e a sua angústia quase que o levava a loucura, Jesus não foi insensível a sua agonia, mas Ele entendia e compreendia a sua aflição. Ele chorou por sua causa. Hebreus 2:17 Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciarão pelos pecados do povo.

Hebreus 4:15 Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado.

2. Jesus traduz a nossa aflição diante do Pai.

Deus o Pai, embora não seja apático na concepção dos gregos, pode se compadecer de nós, mas não sabe o que sentimos de forma plena. Os anjos de Deus também não sabem o que é o sofrimento humano. Mas, Jesus sabe.

Jesus experimentou a fome; Jesus experimentou a sede; Jesus experimentou o calor do deserto; Jesus experimentou o cansaço; Jesus experimentou o sono. Jesus viveu a agonia da expectativa da morte. Ele suou gotas de sangue. Ele experimentou a dor dos espinhos, dos cravos, da morte na cruz. Ele experimentou o desprezo, a ironia, o ódio, a traição, a negação, o abandono, a solidão. O profeta Isaías, expressando essa realidade profetizou: "homem de dores e que sabe o que é padecer". Is. 53.3.

"É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós".

Jesus é o nosso advogado diante do Pai, é o intérprete das nossas agonias.

O fato de Jesus ter experimentado todas as sensações humanas de dor e sofrimento, de tentação, embora sem pecar. Faz com que ele as possa expressar diante do Pai. Por isso, cada vez que você se sentir sozinho. Não pense que Deus não entende a sua solidão. Ele entende e se compadece. Cada vez que você se sentir triste, Deus entende a sua tristeza. Ele entende e se compadece. Cada vez que você se sentir aflito e a sua alma estiver em profunda agonia, Jesus traduz diante do Pai a sua angústia e Ele se compadece de você.

3. Jesus é o nosso socorro em meio à dor.

Hebreus 2.18 Pois, naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados.

O texto de Hebreus nos fala que Jesus é poderoso para socorrer aos que são tentados. Mas, por extensão

Ele também é poderoso para nos socorrer em meio à dor. Jesus, não é apenas sensível e solidário à nossa dor. Ele não apenas traduz a nossa aflição diante do Pai. Ele é poderoso para nos socorrer em meio às nossas lutas. Ele é o mesmo ontem, hoje e para todo o sempre. O seu poder não mudou. Ele é quem repreende os ventos; Ele é quem cessa a tempestade do mar; que transforma água em vinho; que dá vista aos cegos; que dá voz aos mudos; audição aos surdos; que faz com que a mulher estéril seja mãe de filhos; que cura a lepra, a aids, o câncer; que ressuscita os mortos; que dá livramentos e vitórias ao seu povo. Ele é poderoso para nos socorrer.

O Jesus que chorou, ressuscitou a Lázaro. Jesus chorou quando os aviões se chocaram com as torres do World Trade Center. Jesus chorou quando viu os edifícios em chamas. Jesus chorou quando viu as pessoas em desespero procurando fugir daquele horror. Jesus chorou quando viu os corpos em combustão. Jesus chorou quando viu homens e mulheres se atirando em desespero. Jesus chorou quando viu os corpos despedaçados. Jesus chorou quando viu as lágrimas dos filhos que nunca mais veriam os seus pais; dos pais que nunca mais veriam os seus filhos; dos esposos que nunca mais veriam suas esposas e nem das esposas que nunca mais veriam os seus esposos. Jesus chorou quando viu as lágrimas dos amigos que nunca mais veriam pessoas que amavam.

Jesus chorou quando viu os terroristas partindo para um vôo cego e insano que os conduziria a morte e ao inferno. Jesus chorou por aqueles que morriam por um paraíso que não existe, por um deus que não é deus, por uma palavra que não é verdadeira. Jesus estava agindo naquele dia, fazendo com que carros não pegassem, despertadores não tocassem, que pessoas fossem por outro caminho; que pessoas adoecessem, que pessoas se atrasassem, que pessoas corressem, que pessoas faltassem. No mistério das duas naturezas Jesus é o homem que chora e o Deus que age.

Deus abençoe a vida do Rev. Kleber Nobre pelo maravilhoso texto.