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O reino de Herodes na Época do Nascimento de Jesus Cristo.
Herodes era filho do idumeu Antipater
e de Cipros (da Nabatéia). À época do rei hasmoneu, João
Hircano, a Iduméia fora conquistada
e seus cidadãos obrigados a se
converterem ao judaísmo.
A maior parte do que conhecemos sobre sua vida nos é narrada pelo
historiador judeu Flávio
Josefo, que nos diz que, por ser um idumeu, a legitimidade de seu reinado
era contestada pelos judeus. Numa tentativa de obter essa legitimidade, ele
casou-se com Mariana,
uma hasmoniana filha do alto sacerdote do Templo.
Ainda assim, ele vivia temeroso de uma revolta popular, razão pela qual teria
construído, como refúgio, a fortaleza
de Massada.
Em 40 a.C., quando Matatias
Antígonas, o último rei da dinastia hasmónia entrou na Judeia
com a ajuda de uma potência vizinha, Herodes fugiu para Roma,
onde António
lhe entregou a realeza da Judeia,
que assegurou com um exército romano em 37. Octaviano (o futuro imperador
Augusto), após a batalha
de Ácio, em 31, manteve-o no poder.
A sua corte era helenizada e culta. Ele fundou as cidades gregas de Sebaste
(Samaria)[1]
e Cesareia[2],
com o seu belo porto. Construiu fortalezas e palácios, incluindo Massada[3]
e o magnífico Templo[4],
o Herodium[5].
Presidiu aos Jogos
Olímpicos.
Herodes destronou os reis da dinastia hasmónea, que tinham governado Israel
mais de um século. Essa dinastia tinha contado com o apoio dos saduceus.
Por isso, Herodes era mal visto entre os saduceus. Em contrapartida, ele pôde
contar com o apoio da facção moderada dos fariseus,
conduzida por Hillel.
Contou também com o apoio dos judeus da diáspora,
mesmo naquela época de número considerável. Já a relação com os essênios
era mais complicada. Por um lado, os essénios detestavam Roma e não aprovavam
que Herodes governasse em nome de Roma. Por outro lado, Herodes era um amigo de Menahem,
o essênio e respeitava os essênios.
Fez construir várias obras em seu reino, cuja monumentalidade ainda hoje é
admirada. Delas subsiste, como documento mais bem conservado, o Túmulo
dos Patriarcas, em Hebron[6].
Ao morrer, em 4 a.C., Herodes deixou disposto, em testamento,
a partilha do reino entre três de seus filhos sobreviventes: Herodes
Arquelau, Herodes
Antipas e Filipe.
No Evangelho
de Mateus, ele é acusado pela "Matança dos Inocentes", em Belém,
episódio não confirmado na obra de Josefo, onde são descritos,
minuciosamente, os inúmeros crimes do rei.
Fonte: Wikipédia
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